Tenho percebido que alguns tem tentando fazer do ser ciclista, uma religião, ou uma sociedade alternativa como quem canta Rau Seixas.

Somo todos humanos, cheio de defeitos, desatentos diante de nossas prioridades, lutas do dia a dia, algumas vezes tristes outros alegres, alguns dias indispostos, loucos por um ar-condicionado, outras vezes loucos por ir e vir sem nada que nos impeça de ser feliz.

Ao meu ver ser ciclista é ser mais humano, e buscar liberdade, é buscar novas amizades, é ter opção, menos obrigações, é querer ser respeitado, e acima de tudo ter que respeitar, até mesmo porque se não respeitar estará se prejudicando mais que a qualquer outro.

Ao meu ver ser ciclista é ser inteligente, mesmo sem estudo, é ter tempo para apreciar o que há de mais farto na vida, “O tempo” já que o utilizamos insanamente como se fosse acabar amanha, e todo novo dia recebemos uma nova carga para começar tudo de novo, e gasta-lo insanamente mais uma vez.

Vejo também o ser ciclista como alguém que quer mais espaço sem tomar nada de ninguém, aquele que quer ir ao super mercado e ser tratado como qualquer outro que ali está, não é um privilégio, não, é apenas ser um humano, e o mais importante, um cliente.

Vejo o ciclista como um trabalhador, que faz nossa sociedade crescer, aquele que constrói prédios, casas, novas empresas, que empreende, que comanda grandes e pequenas iniciativas, enquanto ciclistas, não importa se de R$100 ou R$ 20,000, todos nós corremos os mesmos riscos, estamos sujeitos aos mesmos erros.

Eu poderia ver o ciclista de tantas formas, e ao mesmo tempo ver apenas um ser humano.


Carlos Delfino

Escrito por:

Analista de Redes Windows e Linux, Analista de Desenvolvimento em diversas linguagens, incluindo para Microcontroladores, Consultor, mais de 20 anos de experiência no mercado de TICs

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